segunda-feira, 31 de março de 2014

E eu que radicalmente virei e disse: NÃO, NÃO QUERO. E que passei dias e dias assimilando, superando cada dia de saudade, injetando coragem e desapego a conta gotas, indagando o porquê não deu certo. Passei por sessões diárias de tortura emocional só pra garantir que não iria fracassar e cair de cabeça naquele “amor fodido”. Sim, mas por que tudo isso?

Amar é tão difícil, e o desamor é tão difícil quanto, muito pior. DUPLAMENTE DOLOROSO. Junta a dor de todo amor e a dor de toda dor que você sentiu por esse amor. Pra no final inevitavelmente: ele ir embora...


Depois da fase dolorosa de desapego, depois de afirmar duas, três vezes, na ultima surge aquela ultima faísca, e a mais perigosa, que é justamente o inverso. Começamos a nos apegar as boas lembranças, aquela pessoa que você acreditava ser quem era, aquele com quem se apaixonou e tudo aquilo que fez você amar. Mais um pouquinho você se ferra.



E ele quem implorou, disse que me amava, que queria uma segunda chance, e ele quem falou que não iria desistir.
Foi ele quem deixou tudo no caminho e começou uma nova historia, é com outro alguém que ele está nesse momento, e o que me restou foram "palavras", vivi até agora de promessas falsas.

Mas, quando não é pra ser, se você não aprende de cara. Ele sempre vai lembrar que você estava certa o TEMPO TODO. Ele não vai mudar, não vai sumir com suas magoas. Então, escolha meu bem, você quer ser pra sempre a vitima ou quer esperar ele aparecer na sua frente com a PRÓXIMA

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Meu primeiro blog tinha como titulo “O coração da Minha Mente” , ele foi criado em 2008 assim que eu tive a coragem de largar os diários manuscritos que depois de um ano ficavam nas gavetas cheirando a mofo. Eu sempre gostei de escrever, e antes eu imaginava: será que é de alguma serventia ou interesse de alguém saber desses complexos? Todos passam pelas mesmas coisas, você pode não ter vivido uma adolescência tão sex/álcool and rock’n’roll quanto a minha, mas acho que independente de você ser a princesa ou filhinho da mamãe, curtir Britney Spears ou Backstreet Boys, você também já amou, você também já sofreu algum tipo de bullying no Colégio, já teve o coração despedaçado por uma vaca ou um galinha babaca do Ensino Médio, ou já viveu um amor platônico, ou já foi apunhalado pelas costas pelo seu melhor amigo(a). Esses dramas mais marcantes da vida, todos nós passamos, beibes. Então, por que ninguém quer saber o que eu tenho a dizer? Como foi? Como sobrevivi. Eu também quero saber, conte-me.

Com o passar do tempo nem eu queria mais saber o que eu tinha pra dizer. As lembranças fortes deixadas pela forma intensa detalhadamente escrita me incomodavam nas minhas releituras, outras vezes meus pensamentos eram os mesmos, mas sem a mesma compreensão e algumas coisas não me atingiam tanto quanto antes, minha fé e delicadeza evidentemente extinta, aquilo tudo me incomodava, porque hoje eu também sou intolerante.

Então, cheguei a conclusão de que escrever é bom, mas é um choque de tempo em tempo, estou aqui insatisfeita com esse pequeno monstro que venho desenvolvendo, e sentindo uma imensa falta de como eu era, meu novo blog se chama “Mundo Particular”, bem sugestivo, não? Insuportável, egoísta, intolerante, radical e ser assim só cabe mesmo em um Mundo só meu, não cabe mais ninguém. Enquanto antes minha mente tinha um coração, hoje em dia meu coração tem uma Mente que pensa mais, pira mais e escreve menos. 



segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Eu fico questionando o que não deu certo no nosso fim de semana como se fossemos um casal em crise. Mas, não somos um casal e nem estamos em crise.
No domingo eu fui embora sem se despedir. Me senti aliviada pois, tenho medo de despedidas ou nosso encontro poderia desencadear numa DR enorme sobre a noite anterior. Acontece que a noite anterior não aconteceu. Você não atendeu minha ligação e ignorou meus apelos de “to mal” pra comer uma menina depois de um chope num desses bares de playboy no Centro.
Melhor assim. Desta forma você não ficou sabendo que bebi cerveja sozinha e fiquei vendo um filme Elizabetano até dormir.

Você não sabe mas, no domingo em que não nos falamos eu passei a tarde inteira agoniada por perceber o fim iminente de um amor que eu sempre soube que tinha dia e hora pra acabar. Você não soube porque não me atendeu no sábado, logo, não soube que eu estava péssima e me deixou ir sem saber que endureci o coração no domingo à noite. E hoje, segunda feira, onde não tem mais chope, não tem mais ninguém  pra você trepar-vejo minha caixa de mensagens cheias desse seu papinho mentiroso de sempre, clico em responder:  “BABY, ESTOU PRONTA PRA OUTRA COISA E PARA LEVAR OS AMORES MENOS A SERIO. E DESCOBRI QUE É EXTREMAMENTE POSSÍVEL AMAR DE NOVO.  ESPERO POR MAIS SEXO E DIAS CALMOS AGORA EM DIANTE. CUIDE BEM DO SEU PÊNIS, MEU CORAÇÃO VAI FICAR BEM”. 

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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013


"Na vida existem laços reais que unem as pessoas, as vezes é celebrado com casamento, outras vezes com amizade."

E pensar que tudo começou com três garotinhas, sem noção do futuro, sem sequer imaginar a historia linda que estava por vir, agradeço o destino generoso- que nos uniu e por durante minha trajetória ter escolhido bem quem dividir cada momento, todos os sorrisos, todas as incertezas, todos os sonhos divididos em “três”.

Foi essencial ter com quem brincar, imaginar, sonhar, fazer planos, descobrir as dores e delicias da vida, nossas conversas intermináveis. Somos tão diferentes, de natureza única e que uniu-se perfeitamente. Fomos uma soma positiva e dentro das particularidades aprendemos muito uma com a outra.

Hoje o tempo me mostra o quanto tudo que construímos é constante. E cada tempo que passa ele se concretiza.

Agora são três mulheres, com uma visão diferente de quinze anos atrás, mas sempre JUNTAS. O importante que não perdemos o elo que liga a gente, vidas opostas e parceria e amizade continua.

Há muitos anos atrás, eu ainda era a mesma de relacionamento instável, e me lembro dos planos de casamento, filhos, eu já sabia que seria madrinha, mas não tinha nenhuma previsão de quando eu seria a noiva. Porque eu sou singular e vocês são as do “relacionamento”, eu só queria que esse sonho fosse lindo quando tornasse real, e que ambas mereciam ser felizes antes de qualquer outra coisa, e hoje eu vejo que foi muito além do que imaginamos, e estávamos todas lá, e que venham muito mais coisas maravilhosas e surpreendentes, até ficarmos velhinhas. Essa frase tem um significado mágico: AMIGAS PARA SEMPRE.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Primeira pessoa do Singular.

Ser singular não é simplesmente ser única, não existe uma definição  concreta. Nascemos com o dom e objetivo de se amar em primeiro lugar, e isso basta. Temos a liberdade de não estarmos presos à ideia de que só seremos felizes se existir outra pessoa na história. Quem a gente se relaciona pouco importa, somos em primeiro lugar em tudo.
Se surpreender é algo fora de cogitação na vida de uma pessoa auto suficiente como a gente, posso até passar horas ouvindo um papo furado , elogios e faz e acontece. Mas, internamente estarei mais entediada do que nunca, mas dou cordas para massagear meu ego enquanto acho tudo aquilo chato. Não faço questão de um segundo encontro se o primeiro não tenha valido a pena. Nunca me cobre, se pegar meu numero e eu não responder ou atender, favor não insista. Não tem nada que me faça correr mais de uma pessoa do que a “insistência”. Deixa eu procurar se houver algum interesse.
Quase nunca ligamos, não corremos atrás. Se deixar esfriar: a gente congela!  Se não procurar, sintam-se ignorados.
Somos práticos, se recebemos uma mensagem visualizada dias e horas depois, não tem cabimento responder: “só vi a mensagem agora, era importante?”, gostamos de tudo no nosso tempo, passado é passado.
Somos naturalmente desconfiados, entramos com os dois pés atrás numa relação, palavras não nos preenchem, expectativas  tampouco, costumamos pausar o coração e aumentar o volume do corpo. Quando a coisa começa a ficar séria, é bloqueio na certa. Celular longe, mensagens não visualizadas, visitas ao perfil ficam restritas, saímos no meio da noite à francesa só para não passar a noite dormindo junto, só pra não ter beijo, cafuné, respiração muito próxima, promessas, frio na barriga, sorriso frouxo no dia seguinte, ansiedade pro próximo encontro, saudade, dependência de toque, de beijo, de voz. Nascemos para evitar que a segunda pessoa tome conta. Mas, pessoas singulares amam, até mais que as que mantém seus relacionamentos sob controle, vivendo aquela falsa ideia de felicidade constante, estampando o perfil do facebook. Tudo que não queremos é viver de mentira, traindo e enganando, é por isso que somos donos das nossas vontades e dos nossos sentimentos, para manter nossa integridade e leveza geral.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Uma saudade que virou tatuagem.

Eu adorava essa foto. Só as lembranças que não.



Ambas deixam marcas.

Antes de eu conhecê-la ela já sabia tudo sobre mim então, foi tão fácil,  tão rápido adorar pra sempre. Ela era tão doce, tinha um sorriso de menina, eu tratava como se fosse uma menininha, e lembro das promessas que eu fazia de quando completasse 18 anos eu a levaria pros “roque”. Porque tínhamos uma pequena grande queda por Los Hermanos, e lembro das Jam sessions de musicas pra chorar as pitangas e se encher de amor por muitas vezes uma tarde inteira de terapia, da vontade de curtir um show dos Los Hermanos que eu acabei nem indo, as vezes estou no Bar do Zeca e vejo ela pelas esquinas, sorrindo- ali foi um cenário de muitos momentos, desabafos, ela sentava no meu colo e conversávamos por horas até ela ter de ir embora. Teve uma vez que ela me chamava entusiasmada pelo bate papo do facebook- Anna, Anna...quero fazer uma tatoo. Uma frase, a frase da minha vida, da nossa musica preferida. “Diz, quem é maior que amor?”. No mesmo momento, eu disse:
 FODA. Essa é a SUA tatuagem. Então, apesar das lembranças boas que soam um pouco amargas, toda vez que ouço LH eu lembro da gente, do meu anjo. Sei que as marcas dessa saudade estarão comigo – PARA SEMPRE. Então, que fique marcado também na pele. Lembro que uma amizade para ser forte vem com o tempo e a intensidade de diversas coisas, ela me conheceu quando eu ainda era plena, feliz e compartilhava e demonstrava toda a minha amizade com minha melhor amiga, e quando me vi sem chão com a perda-ela foi a que mais me deu força, até o ultimo momento. Em fevereiro deste ano, em uma das visitas que fiz a minha outra estrelinha, ela veio falar comigo – passa tão rápido, deixa um beijo meu pra ela, seja onde for que ela esteja ela está com papai do céu. Chega ser irônico, eu nunca iria imaginar que a vida estaria em tão pouco tempo me fazendo passar por aquilo de novo. Quando a Aninha partiu, durante minha despedida eu disse o mesmo: -Já que Deus quis assim, mande um beijo pra minha amiga também, fique em paz nos braços do nosso Pai eterno, até breve. Um dia estarei aí também. 




domingo, 1 de dezembro de 2013

Dessa vez acabou de verdade. Eu pude sentir, de todas as vezes que achamos que  tinha acabado, eu sentia  que ainda existia o “nós”. De repente me vi na frente de alguém indiferente, e que todo o afeto que tinha se tornou numa implicância pessoal boba,  uma competição de quem fere mais o outro. Quem ele se tornou  não é quem eu me apaixonei, e eu também não sou mais a mesma. Esse é o efeito ruim do desamor, porque aquela cortina mágica desaparece, e descobrimos uma pessoa desconhecida. Agora sei que nosso elo foi desfeito, e eu não posso sentir nada por alguém que não reconheço, poderia até me enganar mais um pouco, viver de lembranças para conseguir ir em frente, mas acho  mais digno e generoso aceitar que as coisas não são como antes e nem como eu quero, e dar a chance pra nós dois de encontrar o que esperamos do nosso amor. Sim, da mesma forma que em algum momento nos juntamos, estamos cada um para um novo lado,  a  pessoa feita para mim não faz mais parte dele, nem de mim, é quando a nossa historia acaba- e a gente continua, sei que algum dia ele encontra alguém que goste desse novo ele, preciso de um novo eu também, e um novo alguém que me procura.