quinta-feira, 28 de junho de 2012

O que não cabe Aqui?

Amigos, pessoas, amores, ficantes, ilusões, desilusões, segredos, palavras, promessas, risadas, silêncio, desprezo, mentiras, verdades, casos, acasos, efusão, paixão, alegria, bebidas, noitadas, bares, barulho, musica, esquina, calçada, solidão, beijos, abraços, frio, calor, esperança, sussurros, gritos, palavrões, nada, ninguém, talvez, por que, porque, não, sim, quem sabe, será, (?), abandono, foda-se, tristeza, vem, vai, nunca mais, até, além, antes, depois, importante (...)


AQUI CABE TUDO! O QUE NÃO CABE É O MEDO QUE ME TIRA TUDO! 
E NÃO ME DEIXA VIVER!
Não. Hoje não quero tirar do lugar certo as pessoas, as formas, os lugares certos.
Eu falhei em todas as tentativas de jogar fora, então é um sinal de que não é isso que não cabe aqui, amanhã quero acordar sem ter a sensação de que me falta um pedaço, então que eu sorria e faça o que meu coração mandar, que eu realmente acredite que vale a pena tentar, que eu tenha certeza que mal não me fará.

3,2,1...

Ufa! Apesar de se aproximar das 15:00h e eu ter controlado minha vontade de pegar o telefone e digitar umas coisas, enviar e cinco minutos depois me sentir uma idiota e tentar dizer que  enviei errado: sabendo que isso não vai colar NUNCA. Até eu mesma me sentiria uma mentirosa fracassada, porque poderia escorregar no nome errado, embora na minha agenda só exista um mesmo nome. E aquelas coisas, quantos rascunhos de e-mail eu já tenho? Já perdi as contas, dos que sempre escrevi e nunca tive coragem de adicionar o destinatário e enviar. Quantas vezes eu perdi a noite pensando, engasgada, sufocada pelo que eu não disse, pelo que não apertei a droga do botão 'ENTER'. E quantas vezes me despedi da pessoa pelo fato de ter enviado, da vontade de nunca mais olhar para ela na minha frente, por me olhar no espelho e ver ela me dizendo: sua idiota! Sim, eu sou doente, eu sou complexada, eu sou louca, mas é assim que  eu sou.
Só quem tem ansiedade de verdade, sabe o que significa depois de passar dias insegura, irritada, com medo, com raiva, bipolar, incomodada,  o quanto é importante quando chega a paz, quando vem aquele dia em que nem mesmo um jato de cocô de pombo no blazzer de manhã indo com sono trabalhar consegue tirar você do sério. Hoje não admito que nada que me tire do sério se aproxime, então para manter esse estado ameno, resolvi abrir menos o facebook e ler e escrever aqui mesmo, e também não quis pensar em ninguém, em ligar para ninguém, resolvi aproveitar esse momento que dessa vez é só meu. Estou pensando em coisas que gosto bastante de fazer: hoje de manhã eu fiquei uns minutos olhando para minhas pedras que ficam em cima da prateleira, eu organizei em círculos, fiquei esses minutos incomodada em não conseguir uma posição interessante para elas: porque hoje em dia elas falam por mim, minha vida ela anda em círculos a muito tempo, tudo bem eu tenho medo mas, chega uma hora em que nem mesmo aquilo que parece nos segurar não é o suficiente, eu sou uma pessoa muito difícil de conviver, imagine eu ali trancada em um circulo com todo mundo que faz parte do meu mundinho? A primeira coisa que eu pensaria é que não gostaria daquelas pessoas todas ali: e por que eu me mantenho o tempo todo com elas? Praticar o desapego é tão difícil assim? Por isso que hoje estou praticando o eu, eu mesma e eu-para que eu nunca esqueça de mim, porque já estou saturada dessa paranoia de ter que estar, ter que ser-pros outros. Para esquecer de vez a porra desse medo de ser substituída, hoje em dia muitas pessoas só me tem ainda pela procura porque sinceramente apesar desse discurso piegas eu sou a pessoa mais livre quando se fala de semana que vem estar por aí vivendo novas historias, isso não faria diferença se eu não acreditasse tanto no fato das pessoas em si serem insubstituíveis e todos nós sabemos que não são. Eu faria qualquer coisa para ser recebida de volta com o mesmo sorriso, com o mesmo tom de voz doce como antes, mas eu sei que se eu pegar o telefone ou aparecer na frente de algumas pessoas eu sentirei uma fisgada na barriga e um mal estar tremendo com tanta indiferença, dói...mas, não sei o que fazer com o que tenho agora, e não quero o que vem depois...

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Na Web-Jeitinho Carioca vira Hit





RIO - “Imagina na Copa”, “olha o bueiro”, “partiu Bola Preta”, “vamos meter o pé antes que o Rio alague”... As frases e manias cariocas estão reunidas em “O jeitinho carioca”. Baseado em uma produção americana sobre Nova York ("Shit new yorkers say"), o vídeo elenca diversas pérolas que só quem mora na Cidade Maravilhosa conhece. Feito pela 2olhares e a produtora Makulelê, o curta de cinco minutos, postado nesta segunda-feira, está se tornando um viral no YouTube.

O filmete faz piada com o jeito carioca de ser. Ironiza a mania de se encasacar demais e fazer fondue no "frio" de 20 graus, a obsessão dos moradores da cidade com a vista para o Cristo" e as muitas contradições do povo do Rio. Um personagem diz que detesta funk e, na cena seguinte, aparece se acabando ao som do batidão numa boate. A velha rivalidade dos cariocas com os paulistanos não escapa do roteiro. Numa cena, um personagem lamenta ter que ir a São Paulo... para trabalhar.
Num outro trecho, o vídeo cita a revista RioShow, do GLOBO, quando um personagem diz "este restaurante parece ser bom. saiu até no RioShow, tomou quatro garfadas".


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