Sabe aquelas paixões insuperáveis?
Tempo, distancia, outro amor, nada cura as faíscas?
Hoje pela manhã eu saia apressada de casa, cogitei passar rapidamente na padaria em frente para comprar o pão do café mas, a primeira coisa que eu sempre olho é para o balcão, e de repente aquele garoto branco, de cabelos negros no qual eu perco todo meu rebolado quando vejo estava com seu pai (que todos os dias toma café naquela padaria sozinho). Ele me olha passando todos os dias, assim como o vejo sentado lendo jornal, eu fico envergonhada porque nunca me apresentei a ele como a NAMORADA, ele sempre me via pela manhã saindo do quarto do seu filho e nada mais ou vendo minhas coisas espalhadas pela casa ou um copo com a marca do meu batom em cima da mesa. Mas, voltando ao filho ele não tem NADA de muito UAU, ele é tímido com garotas, e extrovertido com os amigos, ele não pertence a ninguém algo que faz parte da sua personalidade, todas as minhas amigas que se envolveram com ele pegaram paixão porém nenhuma correspondida, algo que me trouxe receio no começo mas, não esquecendo que na nossa época eu era a garota desencanada, a garota do: FODA-SE, próximo por favor. Todos diziam que fixação por esse garoto é essa, tantos outros mais interessantes, aparentemente interessantes porque ele para mim era o modelo ideal, fala pouco, tem mais amigos que mulheres em sua casa, perfeito, ele era tão tímido mas, carinhoso. Seus olhos e sorriso na minha opinião: era seu cartão de visitas, o convite para que eu esquecesse tudo e me entregasse a ele SEMPRE, mesmo depois de jurar mil vezes nunca mais perder tempo ali. O que eu senti hoje, e sempre não é nada forte, tem um ano que não o vejo, não converso. Hoje eu o vi de longe, fui bastante discreta para que ele não me notasse quando cheguei ao final da minha calçada, eu olhava para ele, apenas para lembrar o que o tempo me fez esquecer, quando olho o sinal já estava fechado, os carros parados todos olhando para a garota distraída, que por fim atravessou a rua correndo...
sexta-feira, 2 de março de 2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
Eu sempre fui MEIO que meio em tudo que faço. Eu era meio ‘desenhista’, meio ‘dançarina’, meio ‘atriz’, meio ‘cantora’, meio ‘baterista’, meio ‘escritora’, meio ‘psicóloga’. Hoje em dia eu sou meio ‘frustrada’ porque não levei em diante nada do que comecei ao menos para ter algo de permanente que possa ser chamado de MEU talento.
Lembro-me bem há exatos três ou quatro anos atrás, eu sentada na beirinha de sua cama, e ele sentado na beira do outro lado, eu dizendo: estou indo embora, esse é o nosso fim. Seus olhos marejaram e eu fiquei muda e descrente do que estava acontecendo, quando então não conseguia dizer: acabou, fiz menção de levantar e sair e ele virou de costas ainda sentado, também ficou mudo, quando meu coração doeu tanto e já começava um rio se formar sob meus olhos que ao mesmo tempo via os olhos dele na mesma. Depois disso, anos vivendo separados, eu freqüentava sua casa como de costume, mas nem nos olhávamos até que a magoa passou. Toda aquela frieza se tornou um Oi, um aperto de mão, além do mais ele havia me dito assim que nos falamos que eu era indiferente para ele. Até que fomos mais longe, uma viagem ‘juntos’ com amigos, no primeiro dia eu fiquei sem jeito, e no dia seguinte veio a surpresa: ontem eu ia falar com você mas você estava me evitando. Eu ia te convidar para dormir comigo. Mudei de assunto e fomos a praia, seu comportamento frio, aquele tratamento indiferente havia mudado, embora muito magoado ele ainda era gentil, comentei que estava com medo do mar, ele disse: vamos comigo? Não fui. Fui minutos depois, SOZINHA. Essa rejeição da minha parte é inevitável porque prometi que nunca mais causaria nenhum dano aquele menino, porque fiz um estrago com o coração dele, ele jamais se entregou a ninguém, eu fui seu primeiro amor. E como todo primeiro amor, eu fui o doce e o veneno ao mesmo tempo. Quando um dia fiquei em casa e todos foram ao lual, ele ficou também e ficamos debruçados na sacada e começamos a conversar da vida, trabalho, família até que então, falamos sobre nós dois, já era o penúltimo dia, ele disse o quanto ele era cego por mim, e o quanto ele sofreu e o quanto as outras mulheres sofreram depois, fiquei completamente frustrada porque nenhum amor é igual ao outro, que ele havia desperdiçado todas as chances que teve de apagar isso tudo e viver um amor de verdade, acho que ele preferiu nutrir esse sentimento todo. Uma vez amor que ganhou adjetivos: ódio, magoa, ilusão. No ultimo dia: vivi um constrangimento, ele acordou nostálgico, triste, calado, se isolou de todos e por fim chorava, e não falava. Aquela cena do quarto veio na hora, fiquei angustiada, pensei: será que isso nunca vai ter um fim? Quanto mais eu tento fazer certo, causo um estrago terrível na vida dos outros, quando havia passado o choro, e ele parecia normal, eu perguntei: o que aconteceu? – Ele disse em tom seco: NADA NÃO! E virou o rosto, naquele momento eu tive certeza, essa historia está longe de acabar....
MARRY ME!
Para sempre pode nunca ser o suficiente para que eu
Sinta que tive tempo suficiente com você
Esqueça o mundo agora não vamos deixá-los ver
Mas há uma coisa a fazer
Agora que o peso tem levantado
O amor certamente tem mudado meu jeito
Case comigo
Hoje e todos os dias
Case comigo
Se eu nunca tiver a coragem de dizer
Olá neste café
Diga que você vai
"Estar junto" pode nunca ser perto o suficiente para que eu
Sinta que estou perto o bastante de você
Você usa branco e vou usar as palavras "eu te amo"
E "você é linda"
Agora que a espera acabou
E o amor finalmente mostrou a ela minha maneira
Case comigo
Hoje e todos os dias
Case comigo ...
Amanhã é Sexta Feira!
Apesar de uma gripe anunciada, e de ter me entupido de antigripal antes mesmo de acontecer o pior, estou esperando muito esse fim de semana, porque preciso passar as coisas a limpo, me encontro estagnada, sem meu lugar ao sol. Toda desgrenhada, hoje fui trabalhar de qualquer jeito, descabelada, com uma blusa escrito I LOVE ROCK N ROLL meu jeans mais surrado, e uma havaianas branca com dourado, minha bolsa de lado, cara limpa, que logo ganhou um rímel e uma sombra perolada, e mais tarde um delineador. A primeira coisa que meu chefe disse quando cruzei a porta foi: eai? ROCK N ROLL? Sim, rock n roll sim, a unica coisa verdadeira aqui no momento, o que ele vê nos dias que antecedem é só uma mulher com uma roupa social desconfortável, com um monte de pessoas que fazem o mesmo: que se fazem de elegantes mas, não tem compostura nenhuma para ser tratado com a devida cordialidade.
São 9 am, estou angustiada, não é bem essa palavra na verdade estou puta mesmo.
Estou irritando as duas pessoas que compartilham minha sala, porque eu tinha o gerente e agora tenho uma colega provisoria aqui, estou andando de um lado para o outro com minha cadeirinha com rodinhas, sem contar que estou batendo o meu salto no chão. É porque palavras não ditas me fazem mal, provoca um vulcão aqui dentro, estou deixando as pessoas me pisotearem bastante porque assim provoca essa erupção de vez. Não aguento mais esconder as coisas as vezes eu falo demais e ao menos isso me deixa livre dessas paranóias, desse nó na garganta que não consigo engolir, eu vejo coisas que ninguém mais vê. E é por isso que eu escrevo, ao menos minhas palavras entram em conflitos somente comigo, sou eu contra eu mesma!
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